Principais empresas de Tecnologia de Juiz de Fora

Existe hoje (fev/2017) a possibilidade da vinda de grandes empresas de T.I para a cidade, mas Juiz de Fora ainda não é ainda não pode ser considerada um polo de tecnologia.

Segue uma relação com as principais empresas da cidade. As informações estão atualizadas para fevereiro de 2017.

Mais pra frente, talvez eu inclua as tecnologias que cada uma trabalha.

Empresas de T.I e Software

Thomson Reuters

Antiga Prolink (nome anterior a aquisição pela Thomson Reuters), a empresa trabalha no desenvolvimento de softwares para a área jurídica. A equipe técnica em Juiz de Fora é de aproximadamente 150 profissionais.

Stefanini

É uma fábrica de software que atende clientes do mundo todo. A unidade de Juiz de Fora tem aproximadamente 70 pessoas voltadas para T.I, e menos de 5 para outras áreas. Com isso vemos que é uma unidade designada para produção mesmo. Não tem sido muito bem falada nos últimos tempos…

Guiando Telecom

Empresa nascida em Juiz de Fora, criada por Rodrigo Schittini, oferece consultoria e software de gestão para redução de custos com telefonia. A empresa hoje tem cerca de 30 profissionais na área técnica, divididos entre Juiz de Fora e São Paulo.

Handcom

Fundada por Gustavo Pinto, atende alguns clientes de maior porte na cidade e região, como Unimed, Bahamas e FGV, para as quais desenvolve softwares customizados . Tem cerca de 15 profissionais de desenvolvimento mobile e web. Estão trabalhando em um novo produto, o Encart.es, para ajudar a encontrar as melhores ofertas em supermercados.

AfferoLab

É o braço da Affero onde são desenvolvidos os softwares utilizados pela empresa. A equipe de desenvolvimento em Juiz de Fora é de aproximadamente 25 pessoas além de outras 20 em suporte.

Processa Sistemas

A empresa nasceu praticamente junto com o supermercado Bahamas e seu foco único é software para este segmento.

ProDoctor

Desenvolvedora de softwares para gestão de clinicas médicas e consultórios, é um dos principais players no mercado neste segmento. Fundada por Jomar Fernandes, é mais um bom exemplo de empresa local que alcançou o sucesso em âmbito nacional. A equipe técnica é de cerca de 10 profissionais.

Nova Consultoria Tendencia

Empresa de consultoria focada no mercado de seguradoras, com uma unidade de desenvolvimento de software em Juiz de Fora. A equipe tem cerca de 25 profissionais.

CAEd

É uma instituição ligada a UFJF voltada para mensuração do rendimento escolar em escolas públicas, e pra isso, tem uma equipe de desenvolvimento interna e também de infra, totalizando cerca de 25 profissionais.

 

Remuneração

Comparando a remuneração dos profissionais de T.I de Juiz de Fora, com os que trabalham no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, vemos uma distância significativa no valor recebido. Rapidamente alguém diria “mas o custo de vida é bem menor”. Mas mesmo assim é desproporcional.

Pela minha análise, comparando estas quatro cidades e tomando Belo Horizonte como referência, teríamos:

  • 190% – São Paulo
  • 150% – Rio de Janeiro
  • 100% – Belo Horizonte
  • 70% – Juiz de Fora

Não sei se é uma tendência atualmente, mas em Juiz de Fora algumas empresas oferecem PJ ao invés de CLT, permitindo ao profissional mais dinheiro “limpo” no final do mês. Algumas destas, porém, oferecem possibilidades agressivas de horas extras (incluindo finais de semana) dando assim ao profissional chance de receber um valor totalmente acima da média da cidade. Será isso uma boa?

Possibilidade de Crescimento

Vou sempre em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte… e percebo uma grande diferença destes profissionais com os daqui.

Tentando resumir, o estudante em Juiz de Fora tem um objetivo; se graduar. Ao terminar a graduação vai em busca do primeiro emprego, como é em qualquer outra cidade. Assim que consegue um trabalho, o profissional aqui relaxa.

Em São Paulo as pessoas são “orientadas para o trabalho”, sabem que precisam sempre aprender mais, estudar, crescer… em Juiz de Fora isso acontece em outro ritmo, bem mais lento. O feedback que recebi de amigos é que esse baixo interesse em progredir está ligado ao mercado, que teoricamente não reconhece financeiramente este profissional que se dedica mais. Eu, acho que é cultura do desenvolvedor mesmo.

Se certificar Oracle em São Paulo é garantia de um emprego ainda melhor. Em Juiz de Fora acredito que não. Não me lembro de conhecer nenhum certificado Oracle aqui. Certificado Java eu devo conhecer uns dois ou três.

Dai, como eu disse no post “Profissionais de Tecnologia Formados em Juiz de Fora“, a forma de crescer atualmente é indo para outras cidades.

 


Dossiê do Mercado de Tecnologia de Juiz de Fora

Este conteúdo faz parte de uma coleção de posts relacionados e que representam meu ponto de vista sobre o mercado de tecnologia e sua evolução na cidade de Juiz de Fora.




Tiago Gouvêa

Full-stack Developer, fazendo códigos desde o século passado. Criador da metodologia "Aprender programação em 20 horas" e diretor da startup App Masters, voltada para o desenvolvimento de aplicativos. Apaixonado por tecnologia e viciado em café.

Respostas (6)

Escreva uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Pedro

    Olá, Thiago.
    Entrei no mercado de ti de juiz de fora há pouco tempo como programador junior, sou recem formado.

    Nesse pouco tempo trabalhando ja vi pessoas que se acomodam no trabalho, como você diz no post. Infelizmente, essas pessoas são a maioria e é dificil aprender o máximo para crescer como profissional cercado de gente assim.

    Pela sua experiência, voce sabe me dizer qual dessas empresas tem um ambiente com menos pessoas acomodadas e que irão agregar mais no crescimento profissional e nao apenas pagar salario?

    1. Tiago Gouvêa

      Olá Pedro! Difícil te dizer assim com certeza quais empresas tem menos gente acomodada.. talvez em startups você terá sempre um movimento maior da galera aprender do que em outras empresas. Mas acho que você pode “aprender o máximo” independente das outras pessoas. Veja o que é importante mesmo pra você aprender e se dedique nisso, seja em casa, seja no trabalho… se conecte nas pessoas que realmente sabem.
      Fique ligado no GDGJF, entre pro Slack DevJf e acompanhe os assuntos, talvez até lá você encontre outra empresa melhor para trabalhar. 🙂
      Qualquer coisa fala ai! Abraços

  2. Ewerton Braga

    Ficou bacana, como não trabalho com desenvolvimento então não conheço muito bem esta área, mas não estaria faltando a Projetus? (ou eles são menores do que eu conheço?)
    Abraços Tiago!

    1. Tiago Gouvêa

      Não listei 100% das empresas… tentei pegar as mais relevantes. Mas a Projetus é relevante sim. Vou buscar dados dela aqui pra incluir. Valeu Ewerton!

  3. Brian

    Tiago, eu discordo somente de uma coisa. Não acho que as pessoas daqui de Juiz de Fora relaxam. A meu ver, os profissionais de São Paulo costumam estudar mais, porque as empresas pagam treinamentos para eles, de modo que os ajude a conseguir certificações e que consequentemente isso reflita em melhoria de qualidade dos seus produtos. A satisfação deles para com a empresa em que trabalham também acaba contribuindo com uma baixa rotatividade, diferentemente daqui. Em Juiz de Fora, se um profissional não tem uma habilidade específica, a empresa para qual trabalha geralmente paga um freelancer para cobrir esta deficiência. E isso, infelizmente, faz com que os profissionais locais não tenham oportunidade de evoluir profissionalmente, já que estudar uma tecnologia sem colocá-la em prática demanda muito esforço.
    Acho que há ótimos profissionais em Juiz de Fora, que se empenham, mas que precisam somente de oportunidade.

    1. Tadeu Zagallo

      Com todo respeito, mas esse é o clássico argumento de quem se acomodou. Acho super bacana empresas que incentivam os funcionários a estudar, assim como acho bacana quando pagam vale alimentação, mas se eu arrumar um emprego que não me paga o vale, eu não vou deixar de comer. Também não sei a rotatividade em Juiz de Fora é mais alta que em São Paulo, ficaria bem curioso pra ver alguns dados sobre isso, mas pelas pessoas que eu tenho contato, não é essa a minha percepção. Pelo contrário: tem mais opções, logo maior competição no mercado de trabalho, o que acaba fazendo com que as pessoas mudem mais de trabalho pois tem mais oferta. (Essa é a minha percepção, não tenho como provar que isso é verdade para a maioria das pessoas interessadas e que moram em São Paulo.)

      Enfim, eu acredito que quem é apaixonado pelo que faz ta sempre aprendendo. E não to falando de estudar 24h horas por dia, por que sei que nem todo mundo tem essa oportunidade, mas vc vai aprendendo no trabalho, pesquisando, estuda no caminho pro trabalho, é proativo quando aparece a chance de trabalhar com uma tecnologia nova interessante, enfim, corre atrás e aprende.

      Mas é claro, essa é a minha opinião, baseada na minha experiência e nas pessoas que eu conheci no meu caminho que considero bons profissionais.