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O que é uma incubadora de empresas?

Tenho uma empresa, a Aprimorar Desenvolvimento, que atualmente está incubada no Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (CRITT) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Eventualmente as pessoas me perguntam “o que é uma incubadora de empresas” e explico como posso. Decidi então escrever um post com um overview do processo de incubação.

O que é uma incubadora

A incubadora é um equipamento criado para proporcionar as funções vitais dos recém-nascidos que precisam de tratamento especial. Ou seja, um ambiente propicio para o desenvolvimento de um humano nos seus primeiros dias de vida, que garante sua continuidade.

A incubadora de empresas

Segundo a ANPROTEC “a incubadora de empresa é um ambiente flexível e encorajador onde são oferecidas uma série de facilidades para o surgimento e crescimento de novos empreendimentos. Além de acessória na gestão técnica e empresarial da empresa, a incubadora oferece a infra-estrutura e serviços compartilhados para o desenvolvimento do novo negócio”.

A incubadora e os negócios de inovação tecnológica

Imagine o seguinte cenário: você tem uma ótima idéia e resolve desenvolve-la. Irá demorar algo em torno de dois anos, com uma boa equipe, para transformar a idéia em algo vendável. Neste intervalo você possivelmente não teria recursos financeiros, não teria acesso a informações e no final das contas tudo poderia não ter passado de uma mera “viajação”.

As incubadoras realizam processos de seleção dos negócios para incubação. Ou seja, só uma boa idéia não serve. É preciso ter um plano de negócios, ter uma estratégia de desenvolvimento, imaginar de onde poderá obter recursos neste período, quem investiria no produto, quem compraria, como seria vendido, etc.

Com isso as empresas incubadas já passaram por um crivo, teoricamente são idéias possíveis, viáveis, merecedoras de investimentos.

Através da incubadora muitas vezes é possível ter acesso a pesquisadores, mestres, doutores, envolvidos em projetos semelhantes, que poderão transferir tecnologia. Dependendo da vocação da idéia é possível encontrar investidores ou até receber recursos de órgãos incentivadores de iniciativas inovadoras. De qualquer forma, uma vez incubada a empresa já recebe assessoria completa para seu funcionamento e organização.

Incubadoras de empresas funcionam como fábricas de empresas de sucesso. Elas peneiram boas ideias, bons projetos, empreendedores promissores e investem tempo, pessoas e esforços em transformar uma possibilidade em um grande negócio.

Como incubar uma empresa?

Não vou falar que é facil. Primeiro procure a incubadora mais próxima na página da ANPROTEC, entre em contato e agende uma visita.

Mas, é bom que a ideia seja pesquisada antes, pro alto que seja, no Google. Veja se o projeto é inovador, se tem potencial, se alguem pagaria por isso, quem poderia desenvolvê-lo.

Havendo um edital aberto para incubação, se concentre em montar um plano de negócios consistente. Na web você poderá encontrar muita informação, mas o ideal é recorrer a professores ou amigos para avaliarem o projeto sem a sua visão sentimental.

Se for aprovado, ai é respirar fundo e encarar o desafio, porque você seu resultado será cobrado por vários níveis hierárquicos interessados no sucesso do empreendimento.

Fontes de informação

Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC)

Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP)

Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEL)

Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq)

Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (CIETEC)

Incubadoras de Empresas

Programa Sebrae de Incubadoras de empresas

Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (CRITT) da UFJF

Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ 

Incubadora de Empresas da UFMG – Inova

Incubadora de Empresas da UFF

Incubadora Tecnológica da Feevale (ITEF)

Links interessantes

eCommerceOrg

Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) 

Geranegócio

Tiago Gouvêa

Full-stack Developer, fazendo códigos desde o século passado. Criador da metodologia "Aprender programação em 20 horas" e diretor da startup App Masters, voltada para o desenvolvimento de aplicativos. Apaixonado por tecnologia e viciado em café.

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Respostas (2)

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  1. Carlos Magno de melo

    Oi Tiago, tudo bem? Li seus post’s e como era de se esperar, li o seu post profissional sobre “http://www.tiagogouvea.com.br/inovacao-da-boca-pra-fora” e tenho algumas palavras a escrever comentando-o:
    Você está coberto de razão, e acrescento que não é só Juiz de Fora, outras cidades até maiores que a nossa tem o mesmo perfil.
    Acredito que, assim como você comentou no post, o equívoco é muito grande, as espectativas não são atendidas, a frustração é muito grande e o profissional consultor acaba se aproveitando da palavra para fazer alguma empresa que faz alguma melhoria em seu produto para colocar-se em posição de diferenciação e se beneficiar no mercado.
    Estou estudando isto, como sabe, utilizo ferramentas já cientificamente comprovadas para serem implantadas nas empresas como alavanca da inovação. Mas tem o real detalhe do risco, e isto é inevitável para qualquer inovação. O cidadão realmente não vai se atirar de ponta cabeça nisto. E vc tem o meu aceite no post, que foi muito apropriado tanto para o momento quanto para o futuro.
    As empresas buscam a inovação como diferencial, mas para isto, devem se dedicar exclusivamente aos custos deste diferencial.

    1. Tiago Gouvêa

      É verdade Carlos, ao pensar em inovar, o risco deve ser aceito e os custos observados. Desta forma é fácil medir até onde dá pra ir, quando é a hora de parar. Concordo contigo.
      Grato pelo comentário.