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Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e outras instituições de ensino

A UFJF

A UFJF se encontra hoje (2014) na 18ª posição no ranking dentre as Universidades de porte médio na América Latina. Vários cursos, incluindo a Ciência da Computação se destacam pela excelência. Juiz de Fora é uma cidade universitária, conta com pelo ao menos outras 8 instituições particulares de médio/grande porte.

Além da tradicional graduação a Universidade oferece Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado nas mais diversas área.

Os profissionais de tecnologia formandos pela UFJF são profissionais diferenciados, que foram “forjados” a altas temperaturas, garantindo alta qualidade.

Instituições Particulares

Dos cursos particulares da área tecnológica, alguns formam profissionais totalmente despreparados para lidar com as tecnologias nas quais deveriam ser especialistas. Nas particulares vemos pessoas desistindo dos cursos voltados para desenvolvimento de software por causa de Estrutura de Dados (algoritmos), que é matéria básica (e introdutória) da grade, ou muitas vezes sendo “empurrados” para os próximos períodos. Muitos são “empurrados” até a conclusão do curso e se formam sem conhecimento da programação, sem o entendimento real. Este tipo de profissional não conseguirá somar em uma equipe de desenvolvimento, se o básico ainda não pôde ser absorvido.

Claro que também existe uma grande parcela de excelentes profissionais saindo destas instituições.

A Diferença na formação

Na UFJF para chegar ao segundo período o estudante já precisa se desdobrar em três. Antes mesmo de chegar as matérias tecnológicas, cálculo já se mostra uma prova de fogo para os que desejam seguir no curso. Quem se forma pela Universidade Federal é suficientemente estudioso e aplicado para estudar e aprender sozinho, o que é essencial na área de Tecnologia da Informação.

Das dezenas de jovens que trabalharam comigo, os melhores foram estudantes da UFJF. A diferença de qualidade era sempre imensa, não tinha como passar despercebido. O estudante da UFJF normalmente era modesto e sabia que tinha muito ainda para aprender, os das instituições particulares, ironicamente, se enxergam no topo do mundo.

É fácil imaginar um professor na UFJF dizendo “ao se formarem ainda terão que aprender muito, precisarão continuar estudando para chegarem a um bom nível de conhecimento“, e um professor de faculdade particular “não aceitem ganhar pouco, vocês vão sair daqui para ficarem ricos“.

Onde está a mão de obra de Tecnologia de Juiz de Fora

Então, para onde vão programadores, analistas de sistemas, técnicos em telecomunicação, web designers e outros profissionais ligados a T.I em Juiz de Fora?

A resposta está no próximo post “Profissionais de tecnologia formados em Juiz de Fora” e confira onde estão estes profissionais.

Adicionado em novembro de 2018

Ainda acredito  e vejo que o aluno da UFJF é o mais preparado para encarar desafios. Por outro lado, no dia a dia tenho escutado estes estudantes reclamando de muito dos professores (não todos, claro) que em sua maioria não conhecem o mercado, lecionam apoiados sobre o que aprenderam (no passado) e se esquecem que existe um mundo lá fora, onde para se conseguir um emprego é preciso mostrar resultados concretos e se manter atualizado. É uma crítica onde os alunos não reconhecem os professores como profissionais, não vêm experiência e não os consideram um exemplo a ser seguido. Se isso é algo relevante ou não, me diga você.

 


Dossiê do Mercado de Tecnologia de Juiz de Fora

Este conteúdo faz parte de uma coleção de posts relacionados e que representam meu ponto de vista sobre o mercado de tecnologia e sua evolução na cidade de Juiz de Fora.